Espermograma

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Por meio do espermograma, analisa-se a concentração de espermatozoides no sêmen, sua mobilidade, morfologia, sua carga genética e nuclear. Além desse procedimento, a clínica do Dr.Caio Souza oferece técnicas mais especializadas no diagnóstico da infertilidade masculina, como a pesquisa de anticorpos anti-espermatozoides, fragmentação nuclear e outros.

Este é um exame imprescindível para se determinar o melhor tratamento.

Entendendo os Valores normais do espermograma

Análise Microscópica

Volume
O volume considerado normal é acima de 1,5 mL. Não existe um valor máximo para o volume do sêmen.
Valores abaixo de 1,5 mL podem representar factores obstrutivos, como agenesia de deferentes, agenesia de vesículas seminais, fibrose cística, obstrução pós-cirurgias de próstata (RTU) e obstruções pós-infecções. Podem também mostrar ejaculação retrógrada (para a bexiga) em casos de pacientes com Diabetes, lesão medular ou doenças neurológicas (esclerose múltipla, entre outras). Podem também denotar problemas na colecta, como perda de conteúdo, assim como distúrbios hormonais (deficiência de androgênios).
Volume abaixo de 1,5 mL é denominado “hipoespermia”.

Concentração
O valor normal é acima de 15 milhões por ml de sêmen.
Valores inferiores a 15 milhões denotam falhas na produção de espermatozóides.
Nomenclatura:
– Normozoospermia: concentração normal
– Oligozoospermia: quando a concentração está abaixo dos valores normais
– Polizoospermia: quando a concentração é muito acima dos valores normais
– Azoospermia: nenhum espermatozóide no ejaculado.

Motilidade
Somente um espermatozóide móvel é capaz de penetrar no muco cervical, migrar pelo sistema reprodutor feminino, penetrar o óvulo e conseguir a fertilização.

Divide-se em 3:
MP (ou PR) – motilidade progressiva;
NP – motilidade não-progressiva;
IM – imóveis.

A soma de MP + NP, ou seja, a Motilidade Total, deve ser superior a 40%. De maneira análoga, a motilidade progressiva (MP ou PR) deve ser superior a 32%.
O varicocele pode causar uma alteração de motilidade. Além dela, podemos encontrar alterações nestes parâmetros em pacientes tabagistas, obesos, usuários de alguns tipos de medicamentos ou drogas ou com alterações genéticas.

Classificação por tipos:
Tipo A – espermatozóides móveis com progressão rápida;
Tipo B – espermatozóides móveis com progressão lenta;
Tipo C – espermatozóides móveis porém sem progressão;
Tipo D – espermatozóides imóveis.
Motilidade progressiva abaixo de 32% é denominada “astenozoospermia”.

Vitalidade
O valor normal de vitalidade é acima de 58% de espermatozóides vivos.
Deve ser realizada em todos os exames, mas em especial naqueles casos em que a motilidade progressiva (MP) é menor do que 40%.
Valores menores que 58% indicam problemas na produção de espermatozóides ou no seu transporte.
É importante correlacionar a motilidade com a vitalidade, pois estes critérios estão intimamente relacionados; espermatozóides vivos, porém com baixa motilidade indicam problemas em seu flagelo; espermatozóides mortos e, logicamente imóveis, indicam problemas no epidídimo.
Vitalidade menor que 58% é denominada “necrozoospermia”.

Morfologia
A morfologia significa o formato do espermatozóide, e é um parâmetro sensível da qualidade do espermatozóide. São avaliadas: cabeça, pescoço, peça intermediária e cauda.
Assim, os valores normais são os maiores ou iguais a 4%.
No entanto, valores iguais ou menores do que 3%, denotam morfologia crítica e as chances de uma gravidez natural são praticamente nulas, já que o formato dos espermatozóides é tão alterado que eles não conseguem fertilizar o óvulo por não penetrar na zona pelúcida (camada de células que envolvem o óvulo). Nestes casos o tratamento de escolha é a fertilização in vitro pela técnica de ICSI.
É importante não confundir alterações da morfologia do sémen com risco de mal-formações nos filhos, pois não existem estudos comprovando esta relação de maneira directa.
Morfologia menor de 4% (pelo critério de Kruger) é denominada “teratozoospermia”.

Critérios de classificação:
Morfologia espermática pelo critério da O.M.S. : o espermatozóide humano é classificado usando-se microscópio óptico, após coloração especial. Neste sistema os espermatozóides são classificados como normais (ovais), amorfos, bicéfalos, megalocéfalos, afilados, defeitos de peça intermediária, defeitos de cauda, etc. É um sistema que aceita pequenas irregularidades no espermatozóide. É um critério mais relaxado, mas não menos importante. Pode ajudar a identificar defeitos na espermatogênese, típicos de algumas doenças. Valor normal: 30%.

Morfologia espermática pelo critério estrito de Kruger: critério rigoroso de classificação, onde são contados 200 espermatozóides e aqueles potencialmente normais são mensurados com uma régua (micrômetro). Diversas medidas são realizadas em cada espermatozóide, que é classificado como normal (oval) ou anormal. Talvez seja o parâmetro mais importante de toda a análise seminal, e correlaciona-se com diversos testes de função espermática. É considerado normal quando a cabeça tem comprimento de 5 – 6µm. e espessura de 2,5 – 3,5µm, configuração oval, lisa, regular e com região acrossômica entre 40 – 70% da área da cabeça do espermatozóide. As cabeças fora do padrão são consideradas anormais. Não deve haver nenhum defeito no pescoço, peça intermediária ou cauda. Valor normal: 14%. Abaixo de 4% correlaciona-se com pior prognóstico e entre 5-13% – poderão ser realizados testes de função espermática, avaliados caso a caso.

Células redondas
O sêmen também apresenta outros elementos celulares sem ser os espermatozóides: espermatócitos e espermátides (células precursoras dos espermatozóides), leucócitos (células de defesa), eritrócitos (hemácias), células epiteliais, bactérias, fungos, trichomonas, entre outros.
É importante diferenciar as células de defesa das células precursoras dos espermatozóides. Isto porque a presença de mais de 1 milhão de células de defesa por ml de sêmen ejaculado ou mais de 5 milhões no total ejaculado indica um processo infeccioso, devendo ser tratado.
O elevado número de células de defesa no ejaculado leva a uma diminuição da motilidade espermática e uma alteração na estrutura e função do espermatozóide, dificultando o processo de fertilização.

Análise Macroscópica

Liquefação
O sêmen normal se liquefaz em 60 minutos em temperatura ambiente, embora isso normalmente ocorra em 15 minutos. Em alguns casos a liquefação completa não ocorre em 60 minutos e isto pode indicar uma disfunção da próstata.

Aparência / cor
A amostra seminal deve ser imediatamente analisada após liquefação. Uma amostra normal tem uma aparência homogênea e uma cor cinza opalescente. Pode parecer menos opaca se a concentração seminal for muito baixa ou se houver ausência de espermatozóides; avermelhada pode indicar sangue no sêmen, câncer de próstata ou prostatite; amarelada sugere infecção. Alterações podem ocorrer com grandes períodos de abstinência.

Volume
O volume do ejaculado normal é de 2,0 a 5,0 ml. Um volume acima de 5,0 ml é suspeito de infecção aguda nas glândulas anexas, grandes períodos de abstinência ou uso de antibióticos. Quando inferior a 1,5 ml é sugestivo de processo inflamatório crônico, ejaculação retrógrada, anormalidades de glândulas sexuais acessórias, obstrução de ducto ejaculatório ou agenesia, hipoplasia de vesículas seminais, mas também pode ser ocasionado por erro de coleta.

Viscosidade
A viscosidade ou consistência da amostra liquefeita será classificada como normal quando gotas são formadas. No caso de viscosidade anormal verifica-se no processo de gotejamento a formação de um filamento de mais de 2 cm. O aumento da consistência pode estar relacionado com disfunção prostática por inflamação crônica ou com disfunção de vesículas seminais. A consistência anormal também pode intervir na avaliação de várias características do sêmen, tais como motilidade, concentração ou determinação de anticorpos antiespermatozóides.

pH
O pH do sêmen mede a sua “acidez”. O pH é determinado pelas secreções da próstata (ácida) e vesícula seminal (básica).
Normalmente o sêmen é básico, ou seja, apresenta pH maior do que 7,0 (de 7,2 a 7,8).
Isso é muito importante quando ocorre a deposição do sêmen no fundo da vagina, durante uma relação sexual.
O pH da vagina é muito ácido (ao redor de 4,0) e ao encontrar este ambiente hostil, o sêmen básico “neutraliza” a acidez da vagina, mantendo os espermatozóides vivos.
As amostras com pH superior a 7,8 devem ser avaliadas quanto à presença de infecção ou prostatite. Em caso de pH menor que 7,2 pode-se suspeitar de agenesia ou oclusão das vesículas seminais e obstrução de ducto ejaculatório.

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